segunda-feira, 11 de junho de 2012

ILHA DA MADEIRA



 Ilha da Madeira - L. M.

Uma pequena homenagem à minha terra e às suas gentes


Oh minha terra morena
De rocha enegrecida
Onde giesta amarela
Sorri ao sol da janela
De qualquer serra florida
Onde o céu d’azul intenso
Que leva do mar imenso
Alguns salpicos d’espuma
Cobre seus vales profundos
Seus picos de fim de mundos
Envolvendo a ilha em bruma



Minha ilha tão pequena
De povo bem aguerrido
De gente que enjeita a pena
E cava seu chão sofrido
Povo que cerra fileiras
Que constrói novas barreiras
E desafia a tormenta
Não chora, não se lamenta
Luta de cabeça erguida
E do sul até ao norte
Pega nas rédeas da sorte
E faz da tragédia vida


Landa

Em “Nas Asas do Vento”
Lisboa, Julho de 2011

PARA ALÉM DO HORIZONTE

 

 
 foto retirada da net



Para além do horizonte
Longe de coisa nenhuma
Deve existir uma ponte
Envolta num véu de bruma

Nesse além onde tu estás
Deve haver sol e luar
Alegria e muita paz
Flores, rios e o mar

Para além do horizonte,
Seja esse além onde for,
Do outro lado da ponte
Espera por mim, meu amor

Landa

Em “PARA ALÉM DO HORIZONTE…”

quarta-feira, 6 de junho de 2012

AS FLORES DOS JACARANDÁS

As flores dos jacarandás tornam a cidade ainda mais bonita



foto tirada por L.M. - Lisboa - Restelo


foto tirada por L.M. - Lisboa - Restelo



foto tirada por L.M. - Lisboa - Restelo

sexta-feira, 1 de junho de 2012

AQUI DA MINHA JANELA



 MOÍNHOS NO RESTELO - foto tirada por L.M.



 Vista da minha janela - foto tirada por L.M.


Aqui, da minha janela,
Vejo o Tejo e vejo o mar
Vejo a cidade, tão bela,
À luz branca do luar.

Vejo ruas, avenidas,
Vejo a Torre de Belém,
E entre as árvores despidas
Os Jerónimos também.

Vejo a brancura das velas
De dois moinhos de vento
Que lembram as caravelas
Dos nossos descobrimentos

Vejo carros, aviões,
As casas sobre colinas.
Só já não ouço os pregões
Gritados pelas varinas.

Vejo as luzes a brilhar
E o Cristo do outro lado.
Há uma guitarra a trinar
Os sons doridos dum fado.

Aqui, da minha janela,
Vejo da ponte ao Bugio
Esta cidade, tão bela,
A namorar o seu rio



Landa

 Lisboa, 15 de Março de 2o11
Em "PARA ALÉM DO HORIZONTE"

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O MEU GATO


foto tirada por L.M.

Tinha um gato muito meigo
Com olhos de azul profundo
Que espelhavam, no seu jeito,
O maior amor do mundo

Chamava-o à noitinha
Da janela do jardim
Fazia que ia e vinha
Brincando a olhar p'ra mim

Eu fingia que ia embora
Ele saltava com graça
A miar como quem chora
A chamar-me da vidraça

Mas um dia esse meu gato
Saiu e já não voltou
Procurei seguir-lhe o rasto
Mas ninguém o encontrou

Pus anúncio no jornal
Procurei em todo o lado
Alguém me disse afinal
Que morrera atropelado

Quando passo na janela
Sempre faço o que fazia
Continuo a olhar p'ra ela
Só que agora, está vazia.

Landa

Em "PARA ALÉM DO hORIZONTE"
27 de  Março de  2011

sábado, 12 de maio de 2012

UM SIMPLES GESTO


 imagem retirada da net

Quando os nossos olhares se cruzaram estacámos de repente
Tão de repente que nem demos por que as pessoas chocaram contra nós.

Foi como se a Terra tivesse parado um milésimo de segundo e invertesse o seu movimento várias voltas para trás.
Foi como se estivéssemos no momento em que o meu riso se tornou menos cristalino e nos meus olhos nasceram névoas de melancolia
No momento em que cada um seguiu o seu destino.

Caminhámos lado a lado
Como dois braços de rio que tivessem voltado de novo ao leito e seguissem juntos suavemente para a foz
Como se o riso não se tivesse nunca apagado e as palavras tivessem continuado leves e soltas como outrora
Como se o hiato de tempo que mediara entre o antes e o hoje nunca tivesse existido

Visitámos os lugares que tinham marcado a sua vida.
Andámos ao longo do rio com as folhas como um tapete de ouro sob os nossos passos
A tarde descia devagar
No céu começava o bordado das estrelas

Não nos saudámos à chegada
Não o fizemos na despedida

Ele segurou, simplesmente, uma madeixa do meu cabelo e enrolou-a lentamente no dedo …como um anel.

Sorriu…
Eu…eu sorri… também

Landa







quarta-feira, 9 de maio de 2012

DIA CINZENTO

Imagem retirada da net

Dia cinzento
De neblina tão opaca
Que faz lembrar a desgraça
Que reina neste País
Nem o sol hoje aparece
E  até a gente se esquece
Que um dia já foi feliz


Dia de chuva
Todo o dia vai caindo
E o povo vai iludindo
Com promessas de melhora
Num tempo que vem tão longe
Que até o sol se esconde
E o céu parece que chora


Landa