quarta-feira, 11 de março de 2015

DE NOVO A PRIMAVERA






Fotografia de L. M.


O vento que soprou veio tão frio

Esvaziou as almas num vazio

Gelou a esperança, a alegria

Deixou tristeza medo e incerteza

Um rasto de vergonha e de pobreza

Uma leve saudade e nostalgia



Mas veio a Primavera e suas cores

O sol aqueceu lares, tirou dores

Secos campos voltaram a florir

Alguém iniciou a caminhada

Avista-se uma luz em nova estrada

Os jovens vão também saber sorrir



Landa

sábado, 7 de junho de 2014

A NOSSA AMIZADE





 A NOSSA AMIZADE

Uma maravilhosa surpresa, este belo vídeo feito pela minha amiga Milú, que me deixou muito emocionada e feliz
O lindíssimo poema, da autoria do poeta Joaquim Sustelo, foi- me oferecido, em 2013, no dia dos meus anos.
Mais uma vez agradeço, do fundo do coração, o carinho e amizade sempre manifestada por estes meus dois grandes e queridos amigos.
Um beijinho muito grato a cada um









segunda-feira, 5 de maio de 2014

ÀS VEZES FICO ASSIM…




foto retirada da net



Às vezes fico assim olhando o mar
Pensando no que a vida me roubou
Os beijos que ficaram por me dar
A mãe que um dia tive e Deus levou

Às vezes fico assim a recordar…
Passado que passou rasgado em dor
Um amor que findou sem começar
Um colo que nem sei do seu calor

Às vezes olho o céu, o horizonte
À procura da água duma fonte
Que sacie esta sede que inda sinto

Às vezes fico assim quase a sonhar
Parada, simplesmente a imaginar
Um amor que não tive mas pressinto

Landa


terça-feira, 18 de março de 2014

Natal 2013

Aproveitando os últimos dias de férias do meu pessoal "trabalhador" pensámos passar um Natal diferente, com neve, no outro lado do Atlântico, onde vive a minha filha mais nova.
Após várias pesquisas optámos por um voo que fazia escala no Porto

Aeroporto Sá Carneiro

Aeroporto Sá Carneiro

Depois de umas duas horas de espera, uma refeição ligeira e novo check-in, levantámos voo a caminho do Canadá

a caminho do Canadá

Já sobre o oceano fomos informados que teríamos de aterrar nos Açores para reabastecer o avião.
Havia uma grande tempestade sobre Toronto e poderia ser necessário desviar o avião para um outro aeroporto.
Felizmente a tempestade amainou e depois de um viagem mais ou menos turbulenta chegámos finalmente ao nosso destino.

Na cidade só as ruas não tinham neve - L.N.S.

Na manhã seguinte o céu estava azul e um sol radioso

Um céu azul...

um sol radioso... - L.N.S.


Mas o céu voltou a ficar cinzento, a neve continuou a cair e a temperatura a descer. Os termómetros no exterior marcavam 12º negativos.

 Jardim das traseiras - L.N.S.


12º negativos


Com uma súbita subida da temperatura em vez de neve choveu gelo
As árvores ficaram cobertas de cristais que irradiavam cores diversas.
Era lindo!

Chuva de gelo - L.N.S.

As árvores cobertas de cristais


À noite fomos ao Toronto International Ballet Theatre ver o "Quebra Nozes".

O Quebra-nozes, uma tradição natalícia em todo o mundo, é também, junto com A Bela Adormecida e O lago dos Cisnes, o bailado mais célebre de Tchaikovsky.
A história é inspirada no célebre conto de E.T. A. Hoffmann, “O quebra-nozes e o rei dos ratos”,
O Quebra-nozes é, assim, uma fábula que fala da saudade perpétua pela infância perdida e do contraste entre a realidade do mundo dos adultos e o mundo dos sonhos das crianças. 
Graças ao seu colorido, à extraordinária imaginação com que são caracterizadas as personagens e as suas aventuras, e à inesquecível música de Tchaikovsky, O Quebra-Nozes é um dos ballets mais representados do mundo, muito especialmente nesta quadra.

Teatro Internacional de Ballet

Com o peso do gelo os galhos das árvores partiram e os cabos eléctricos rebentaram.


Ramos partidos - L.N.S.

Cabos eléctricos com gelo



Foi o caos.
Bairros inteiros ficaram sem luz, sem aquecimento, sem água quente, sem possibilidade das pessoas fazerem, ou sequer, aquecerem a comida.
Muitas famílias tiveram que ser alojadas em abrigos
As ruas cortadas e a falta de semáforos dificultou bastante o trânsito 


Semáforos desligados - G.N.

As dificuldades no trânsito - G.N.

Um dos meus genros comprou um gerador o outro arquitectou umas ligações, a minha filha foi buscar todos os edredãos, mantas e cobertores que tinha... e lá sobrevivemos.



Uma das visitas foi à Art Gallery, um edifício histórico do século XIX, reconstruído e adaptado por Frank Gehry, arquitecto natural de Toronto

Art Gallery - G.N.



Como habitualmente enfeitámos uma árvore de Natal sob a qual colocámos os presentes  que o Júnior fez questão de vigiar como grande cão de guarda que se considera

O Júnior a guardar os presentes - L.N.S.

O Murray, como gato que se preza, não fez caso do guardião e apressou-se a abrir a sua prenda

O Murray a abrir a sua prenda


Mesmo com todos os contra tempos as ruas e as casas foram festivamente enfeitadas com luzes e pais natal
Casas enfeitadas - L.N.S.

Pais Natal - L.N.S.

A festa do Natal - L.N.S.

 Foi o Natal de 2013. Foi sobretudo um Natal de Amor

domingo, 13 de outubro de 2013

PASSEIO AO DOURO

Este ano resolvi passar o meu dia de anos em Portugal
Assim, depois de um "consenso" familiar, apanhámos o comboio e seguimos em direcção ao Norte.

Estação de Campanhã

Chegados ao Porto alugámos um carro e fomos até ao hotel que tínhamos reservado em Gaia


hotel em Vila Nova de Gaia

e aproveitámos para dar uma volta pela zona ribeirinha e pelo Porto

Vila Nova de Gaia


Porto

Os portuenses que me desculpem mas eu continuo com a mesma opinião. Lisboa é muitíssimo mais bonita.
A minha filha e genro foram jantar à Ribeira; nós deixámo-nos ficar pelo hotel.
Na manhã seguinte, depois de alguma dificuldade para conseguirmos sair do Porto, continuámos o nosso passeio a caminho da Régua.
Aquela zona da nossa província é realmente muito linda. Os campos todos muito bem cuidados, as uvas em plena maturação, e os terraços dum verde luxuriante a perder de vista...

a caminho da Régua

Pensámos experimentar o Turismo Rural e escolhemos hospedarmo-nos numa quinta na margem esquerda do Douro - "Quinta dos Tourais" - onde fomos muito bem recebidos.
Os donos, um casal jovem muito simpático, vive no primeiro andar tendo adaptado o rés do chão para receber hóspedes.
Os quartos ficam em volta de um pátio muito agradável onde existe uma cozinha e um salão de convívio.

Quinta dos Tourais
 

Dá, também, acesso à adega onde fazem o célebre vinho do Douro de que tivemos o prazer de "uma prova"

cincho para espremer as uvas



adega



O tempo esteve sempre maravilhoso, uns dias de sol brilhante e noites amenas, com um céu coberto de estrelas e uma lua enorme a encher o céu de claridade

a paz da noite com a lua enorme rodeada de estrelas


No dia 20, após o pequeno almoço, fomos a Lamego.
Estivemos na Catedral e subimos ao Castelo.

Catedral de Lamego



Recebendo parabéns na subida para o castelo


Depois do almoço fomos dar um passeio de barco pelo rio Douro, que é lindíssimo, e no fim da viagem ainda tivemos direito a um brinde com vinho do Porto.


passeio pelo rio Douro num barco rabelo



A magnificência da paisagem



casa onde filmaram cenas do filme "A Gaiola Dourada"


Nesse dia recebi a prenda de anos mais linda de toda a minha vida.
Um livro, mandado fazer pela minha filha mais velha (a outra minha filha teve de regressar ao Canadá) com mensagens de uma ternura imensa dos meus familiares e amigas de infância recordando episódios passados comigo, fotos e lindos e carinhosos poemas (imaginem!?). dos meus amigos do Horizontes da Poesia, um site de poesia a que eu pertenço.
Até o Junior deixou lá a sua mensagem !!! rsrsrsrs


O Junior


Não tenho palavras para demonstrar a minha gratidão e dizer quanto isso me emocionou e... emociona sempre que folheio o meu precioso livro













quinta-feira, 15 de agosto de 2013

POEMA LIVRE



Imagem retirada da internete
























Hoje apeteceu-me escrever por escrever
Sem consonância, quadras ou tercetos
Assim sem forma, sem ter esqueletos,
P’ra que se moldem somente a quem os ler

Versos sem rima ou métrica, libertos
Desses poemas modernos controversos
Como fazem estes novos escritores.
Palavras sem precisar contar histórias
Despidas de sentido, sem memórias
Desnudando meu ser sem mais pudores

Escrever em papéis por aí, meio dispersos…
Escrever, por escrever, com toda a calma
Desfazendo as mil rugas da minha alma
Nos farrapos distorcidos dos meus versos.
 

Landa

Em “NA LONJURA DO TEMPO”