sábado, 14 de abril de 2012

MEU PORTO DE ABRIGO

Imagem retirada da net

És o meu porto de abrigo
Onde me acolho à vontade
Quando venho ter contigo
Fugindo da tempestade

Mas quando o vento é ligeiro
E a corrente menos forte
Iço as velas do veleiro
E sigo de novo à sorte

Tu não soltas um queixume
Não mostras nenhum ciúme
Deixas-me ir em liberdade

Esperas que a minha rota
Me traga p'ra ti de volta
Com a força da saudade

Landa

Em “NAS ASAS DO VENTO”

segunda-feira, 9 de abril de 2012

POR VEZES TENHO SAUDADE

foto retirada da net

Por vezes tenho saudade
De coisas que desconheço
Talvez sabidas no berço
Quando tinha tenra idade

Um mundo feito de cores
Onde o azul predomina
Onde existe uma campina
Semeada de mil flores
Onde o silêncio é de paz
Os sons nunca são de gritos
As pessoas são espíritos
E o tempo não volta atrás
A vida não é um lago
Antes riacho que corre
Nunca há ninguém que morre
E nunca falta um afago

Por vezes tenho saudade
De vidas que não conheço
Não sei se fim ou começo
Da vida d'Eternidade

Landa

Lisboa, 4 de Abril de 2oo9
Em “NAS ASAS DO VENTO”

segunda-feira, 26 de março de 2012

PEQUENA HOMENAGEM

Parque de Monsanto - L. M.



Parque Florestal de Monsanto


Nos anos trinta do século passado, a crescente procura de terrenos para construção levou Duarte Pacheco, então Ministro das Obras Públicas e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a recuperar uma ideia que vinha de 1868: a arborização da Serra de Monsanto. Foi o arquitecto Keil do Amaral que desenvolveu o projecto para o parque, incluindo zonas recreativas e desportivas, algumas delas ainda hoje existentes.
Hoje em dia, considerado por todos como o “pulmão” de Lisboa, este parque ocupa uma área superior a 1000 ha, cerca de 1/8 da área total da cidade. O parque está totalmente arborizado, tendo também uma vida animal intensa e variada. Para além disso, integra vários miradouros com vista panorâmica sobre a cidade e o rio, bem como inúmeros locais propícios para desporto e recreio.
O ano passado, toda a área de Monsanto, desde o Parque do Calhau até à Serafina, passando pelo Anfiteatro Keil do Amaral, foi alvo de uma revitalização, entregando todo aquele espaço natural e de lazer novamente aos habitantes da região de Lisboa. Hoje em dia, está garantida a segurança e as condições necessárias para que se possa usufruir de tudo o que Monsanto tem para oferecer.
 

Texto retirado da Internet da agenda cultural da  Câmara Municipal de Lisboa

PRIMAVERA EM MONSANTO






A Primavera semeou de prata

Parque de Monsanto - L.M:




e ouro o Parque de Monsanto

Parque de Monsanto - L.M.

sexta-feira, 23 de março de 2012

ILUSÃO


     Imagem retirada da net

Soaram campainhas
Pensei ouvir bater
Sabia que não vinhas
Mas mesmo assim fui ver

A lua era uma esfera
A noite ia nascer
O som ficou à espera
Do que havia a fazer

Olhei a porta aberta
A rua tão deserta
O céu dum rosa lindo

Já não se ouviam passos
A fome dos meus braços
Era um vazio infindo

Landa

Lisboa,27 de Agosto de 2011
Em “NAS ASAS DO VENTO”

VIAGEM

     Imagem retirada da net

Brinquei às escondidas com a vida
A sorte acompanhou-me com carinho
Venci, também por vezes fui vencida
Mas voltei quase sempre ao meu caminho

Remei contra as correntes e a maré
Enfrentei uma enorme tempestade
Encontrei ventos fortes pela ré
Lutei com toda a força da vontade

Agora no meu cais bem abrigado
Na calmaria do entardecer
Sentada num recanto resguardado
Posso enfim ver a vida acontecer

Landa

Lisboa, 25 de Julho de 2008
Em “NAS ASAS DO VENTO”

quarta-feira, 21 de março de 2012

POESIA

Claude Monet - retirado da net

Poesia não tem definição...
É tudo aquilo que nos toca a alma
Folha que o vento leva em turbilhão
As cores dum poente em tarde calma

Um pássaro que esvoaça em pleno céu
Um barco que navega pelo rio
A brancura da neve como véu
Envolvendo em silêncio um dia frio

Poesia é um rosto puro de criança
Um aceno de mão cheio de esperança
Um gesto que nos mostra amor... bondade...

Poesia é a tela de um pintor
Um botão a abrir-se em plena flor
Ou lágrima num rosto sem idade

Landa


Lisboa, 22 de Março de 2007
Em “PARA ALÉM DO HORIZONTE…”