
foto tirada por L.M.
Tinha um gato muito meigo
Com olhos de azul profundo
Que espelhavam, no seu jeito,
O maior amor do mundo
Chamava-o à noitinha
Da janela do jardim
Fazia que ia e vinha
Brincando a olhar p'ra mim
Eu fingia que ia embora
Ele saltava com graça
A miar como quem chora
A chamar-me da vidraça
Mas um dia esse meu gato
Saiu e já não voltou
Procurei seguir-lhe o rasto
Mas ninguém o encontrou
Pus anúncio no jornal
Procurei em todo o lado
Alguém me disse afinal
Que morrera atropelado
Quando passo na janela
Sempre faço o que fazia
Continuo a olhar p'ra ela
Só que agora, está vazia.
Landa
Em "PARA ALÉM DO hORIZONTE"
27 de Março de 2011
comentários anteriores
ResponderEliminarQue lindo poema, Landa e que lindo gato que tinhas. Quando os nossos queridos «amigos» morrem, é uma tristeza muito grande, fica o vazio daquela companhia tão dedicada... sei o que isso é.
Só hoje vi este teu cantinho, hei-de vir mais vezes.
Bjs
Júlia
Júlia Molico a 29 de Março de 2011 às 14:12
Que bom ter a tua visita, minha querida amiga!
Vem sempre que desejares
É, o meu gato era muito lindo e extremamente meigo
Ainda hoje, e já passaram vários anos, sinto a sua falta e tenho saudades.
Nunca mais quis outro...
Fica bem
Beijinhos
Landa a 29 de Março de 2011 às 17:32
Que bom ter descoberto o teu blog!.
Comecei pelo gato porque adoro gatos e...quase me fizeste chorar.
Que lindo gato e o poema adequado.
Em breve voltarei ao blog e vou, com a calma que mereces, ler um por um os teus posts.
Por agora..até breve Landa, e parabens pelo trabalho e os lindos poemas.
Graça
Graçaa 9 de Agosto de 2011 às 01:08
Graça
É um prazer a tua visita. Vem sempre que desejares
Obrigada por leres e comentares
Sei que gostas de gatos, eu também
Os nossos companheiros de quatro patas quando partem deixam um grande vazio...
Um beijinho
Landa
Landaa 9 de Agosto de 2011 às 11:29
Eu conheci esse gato... E conheço essa sensação de vazio pela falta de alguém, ainda que com quatro patas, que costumava estar.
ResponderEliminarBjs.
Conheceste, sim
ResponderEliminarE também sei que conheces muito bem a sensação de vazio
Outro dia li uma frase, julgo que de Bob Marley, que diz mais ou menos assim "Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado... pois tudo que é realmente nosso nunca se vai para sempre"
Bj
Olá amiga Landa
ResponderEliminarAdorei o poema ao seu saudoso gato. Também eu perdi a minha gatinha com 14 anos e ainda por cima tive que ser eu a levá-la para a eutanásia. Sempre fui o grande amor da sua vida, desde a idade de 1 mês. Mas conforme diz que "Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar..." e é uma grande verdade. O coraão tem lugar para todos. E na véspera de "perder" uma "Os ventos..." trouxeram outra ao meu encontro, com 4 meses, igual ao seu gato! Ironia do destino. Tenho a outra sempre comigo, e se perdesse agora esta, seria um outro enorme desgosto! Cada um tem seu cantinho ...
Beijinhos da
Lourdes.
Obrigada pelo seu comentário, Milu
EliminarConcordo consigo
Também gosto de cães mas os gatos são os meus preferidos - talvez por serem tão independestes, brincalhões, elegantes e extremamentes meigos.
Às vezes apetece-me ter um gato, tenho muitas saudades, mas a minha vida actual não mo permite
Talvez um dia...
Beijinhos